Final da década de 1970. Havia, em casa, um piano de som doce e aveludado. Por volta dos cinco anos comecei a brincar com ele, mesmo sem saber o quê exatamente eu tocava. Meus pés sequer alcançavam o chão. O som me atraía, as dissonâncias e consonâncias, os graves e agudos. Ali comecei a perceber o que me agradava ou não. Tocava usando apenas os polegares voltados para baixo, percutindo as teclas com uma intensidade da qual jamais viria a me dissociar. E assim, com os polegares e a ajuda de meu irmão, que tocou repetidamente a tecla sol, fiz o que chamo de minha primeira composição. Nada elaborado ou genial, apenas uma criança fazendo um som que lhe agradava. Quer ouvir? (clique aqui)

Nessa época minha mãe ouvia Elton John, Luiz Gonzaga, ABBA, Roberto Carlos e Julio Iglesias. Meu pai ouvia Milionário & José Rico, Clara Nunes, Trio Parada Dura e uma dupla, então novidade, Chitãozinho & Xororó. Eu gostava muito de tudo aquilo. Meu pai sempre comprava muitos discos, de todos os estilos, o que fez muito bem para mim. Lembro-me de ouvir o Bolero, de Ravel, mal saber do que se tratava, mas sentir os pelos dos braços completamente arrepiados. Até hoje, esse arrepio nos braços é o que me diz se gosto de uma canção, se ela me faz bem ou emociona. Não importam o estilo, técnica ou forma como a música é produzida, o que importa é que existem melodias que tocam nossos corações, trazem lembranças e criam aspirações. Não é preciso ser músico para saber, a boa música é aquela que faz bem a você, PONTO.

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